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Nome do Livro: Triste fim de Policarpo Quaresma

Autor: Lima Barreto

Editora: Edições Câmara

Ano: 2017

Páginas: 207

Extremamente patriota, o major Policarpo Quaresma é cômico aos olhos das pessoas. Seu amor pelo Brasil e suas ideias nacionalistas, fazem-no ser visto com estranheza.

No fim do século XIX, o solteiro e quarentão major vive com a irmã Adelaide e, trabalha no Arsenal de Guerra. Além do trabalho, Policarpo ocupa seu tempo com livros e aulas de violão (instrumento nacional marginalizado na época) o que choca seus conhecidos que viam o instrumento e o amor aos livros como insanidade.

A decadência de Policarpo começa quando ele redige um requerimento para que o tupi-guarani seja o idioma oficial do Brasil, gerando zombaria na cidade, o que o levou a ser considerado louco e internado em um manicômio.

Quando sai do manicômio, Policarpo compra um sítio e resolve viver da terra, pois para ele não há terras mais férteis que no Brasil. Novamente seu patriotismo exagerado começa a aflorar e tudo explode com a Revolta Armada, quando Quaresma oferece seus serviços ao marechal Floriano Peixoto.

Já no fim da revolta, Quaresma é designado como carcereiro e diante dos fuzilamentos ele contesta as atitudes dos revoltosos e acaba preso por traição à pátria. Será que o maior patriota do Brasil vai sair dessa?

O livro todo é tragicômico, Lima Barreto consegue falar de assuntos sérios com uma pitada de humor sarcástico, o que me lembrou Machado de Assis. O autor não romanceou em nada sua trama, pelo contrário, ele traz mocinhas fortes (como Olga afilhada de Quaresma) e uma pátria doente.